quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lovers, keep on the road you're on.

Esse é o diário de um vegetal feliz a caminho para o grande momento de sua vida:

Bommmmm...

Quando eu soube do show eu não tive reação nenhuma. Fiquei que nem zumbi. Isso porque eu tinha certeza absoluta que eu não ia nesse show, como aconteceu em 2007. Então, para variar um pouquinho, o pessoal chamou o chat no msn e já começaram com o escabela. Fiquei sabendo que teria um teto de graça na casa de ternos amigos e tudo mais. E adivinha? Me empolguei pra variar. Entrei em aflição. Eu PRECISAVA ir nesse show de qualquer jeito. Ia ser o ápice da felicidade na minha vida, rsrsrs...Planejei friamente uma estratégia para apresentar a minha situação aos meus pais e convencê-los de me deixar ir nesse show. Ultimamente, as coisas aqui em casa têm mudado. Meus pais finalmente estão me dando mais liberdade, eu até estranho isso. Eles parecem estar mais céticos também, além de tudo. Tá tenso, mas enfim... a resposta da minha mãe foi "sim". Fiquei surpreso. Ela nem questionou nada. Disse sim e disse que eu tinha que planejar tudo certinho e falar com meu pai. Caguei de emoção.Bom. Com tudo isso, ainda veio uma amiga daqui do sul chamada Mayra que também tá querendo ir nesse show. A gente conversou e estamos planejando ir juntos pro RJ. Será muito bom ter a companhia dela. Meus pais também vão ficar mais tranquilos caso eu não vá só para lá. Até agora tá dando tudo certo! NEM ACREDITO! Falei com meu pai, a Mayra conversou com os pais dela lá na casa dela também e a gente vai se reunir um dia para combinar certinho. Só estamos esperando o preço dos ingressos saírem. Ai meu Deus. To rezando pra que nada dê errado. Tudo indica que vai dar certo e eu tô morrendo de empolgação. NÃO quero me frustrar. Tô louco pra chegar no RJ e alocar, HUEIAHEIUAHEUIAHUEI... Vou encontrar Evy, Jaca, Pedro lá... e muita gente a mais!! AI AI AIIII. já temos planos (eu, Jaca e Mayra) de desencalhar no RJ! UHUL! KKKKKKKK... Por enquanto é só... nada confirmado, só planos e mais planos, mas pelo menos estou tendo o apoio dos meus pais e dos meus amigos!! =)

Desculpa por este pensamento.

Vou mergulhar num mundo abstrato porque não tenho certeza de nada.

Cairei em excessos porque eu me sinto vazio.

Viverei às vezes porque me sinto intediado.

Sonharei porque a realidade não me convêm.

Vou aceitar o relativismo porque sou uma merda.

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma ilusão.

"Eu só quero ser feliz"

...todo mundo busca a felicidade. Não sei o porque, mas acredito que todo mundo associa ela à "ser normal". Pelo menos em alguma fase da vida, eu duvido que exista alguém que nunca parou, refletiu e ficou triste por não ser "normal". Talvez, esses tipos de pensamentos sejam consequência da ilusão(outra ilusão) de que a felicidade é plena e eterna. Como a felicidade do príncipe e da princesa que foram felizes para sempre ou do conhecido rico e bem-sucedido que não tem nenhum problema ou da família-perfeita sorriso colgate da televisão. Eu paro e me pergunto por que eu não sou feliz como eles?
É tudo ilusão. A ideia de que eu tenho que ser "normal" ou igual à alguém para ser feliz. Cada um sabe e sente o que faz bem para si. E todos um dia percebem que não são normais, que não se importam com uma vida clandestina, que não se importam com traição, drogas, solidão, um trabalho fútil, mentiras... não se importam com ser estereotipamente (quê?) feliz.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Por quê?

Hoje eu almocei sem fome, mas almocei. Ontem eu fui dormir sem vontade porque tinha que acordar cedo na manhã seguinte.

Mas tudo bem por enquanto... tudo bem.




"It's the feelings that make life worth living".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Somos Vegetais...

Porque não temos gosto, mas somos nutritivos.

Porque não falamos, mas atraímos os pássaros que cantam.

Porque somos sem graça, mas enfeitamos o ambiente.

Porque não nos movimentamos, mas você pode nos mudar de lugar, se quiser.

Porque não temos vontade própria e você pode nos deixar por perto.

Porque, no fundo, somos nada, mas podemos te fazer companhia.

Quem?

Às vezes, eu me sinto sem graça, desinteressante, vazio. Tenho a impressão que ninguém olha para mim e pensa: "Nossa! Que cara mais legal, interessante". Não me sinto roqueiro, nem nerd, nem festeiro ... enfim. Inclusive, pessoas muito nerds, muito musicistas, muito festeiras me deixam cansado.

Não me sinto muito à vontade para falar o que penso. Prefiro ficar quieto na maioria das vezes. Tenho a impressão que tudo o que eu falo fica para a eternidade. Eu não esqueço o que eu digo. Isso é ruim. Eu mudo de opinião e contradigo a mim próprio depois.

Eu sei pouco. Toda a vez que falo, sinto-me ingênuo. Sei que a minha opinião é invalidada por outras, sempre. Outras opiniões de pessoas "mais sábias". Pessoas que já sabem, que já tem opinião e não vão mudar. Não adianta muito falar, às vezes. Tem gente que não ouve.

Pareço um ninguém diante dos outros. Um não importante. Um diferente indiferente. Anulo-me porque acho que não faço diferença. Eu também pouco escuto a maioria das pessoas e penso que, no fundo, cada um faz o que bem quer.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A vida até parece novela

Ontem, na casa de uma amiga, começamos a conversar sobre relacionamento... namoros e desnamoros, etc. Fiquei de boca aberta em ver como tudo parece tão claro pra ela, como ela mostra que as pessoas complicam o descomplicado, e complicam ainda mais o que realmente é complicado. Não que isso seja novidade, óbvio. Todo mundo sabe que a gente tem mania de complicar tudo, mesmo. Mas nem sempre se ouve a realidade assim, na lata. Ou melhor, o que envolve sentimento parece que foge à realidade, e daí as pessoas se iludem, e muitas vezes, muitas vezes se ferram. Blá, blá, blá.
Bom, o que eu tinha falado é que me impressionei com a facilidade de ela falar sobre essas coisas, como se fosse muito simples de encontrar a solução pra os problemas sentimentais. Não vou reproduzir o papo que a gente teve, claro. Mas imagine, numa tarde de sábado calorenta, aquela conversa completamente despretensiosa com uma das poucas e verdadeiras amigas loucas que vc tem, sobre as insanidades da vida, que a gente nunca entende e que mesmo assim discute, sabendo que não vai tirar nenhuma conclusão revolucionária que possa mudar algo...

Ela está à beira de seus 25 anos, e nunca se envolveu com alguém à ponto de se dizer que chegou próximo de um namoro. Primeiro que ela foi apaixonada por um rapaz durante alguns anos. Se envolveu com ele, mas sem assumir qualquer tipo de compromisso mais sério. Ficavam juntos uma vez ou outra, e depois era cada um pra o seu lado. O pior (ou melhor) é que ela sabia que aquilo nunca teria futuro, mas, não adianta, é difícil alguém estar apaixonado por outra pessoa, e, ao mesmo tempo, conseguir manter os pés no chão a todo o momento. Então ela nutriu, por muito tempo, certa esperança que só fez com que ela quebrasse a cara, no final das contas. E olha que ela fez o máximo pra se enganar o mínimo possível. Nessa história, ela foi bastante criticada, por pessoas que achavam aquilo tudo uma enrolação sem pé e sem cabeça. Ela não fazia o sacrifício de esconder o quanto gostava dele (todos que os conhecem, sabem do que aconteceu entre os dois, pelo mínimo que seja), mas nunca foi de pressionar, nem fazer marcação cerrada, muito pelo contrário, eles sempre foram livres. Bem livres. Inclusive, nesse meio, ele chegou a namorar algumas vezes, e ela conheceu e ficou com quem bem quis. Não vou contar no que isso deu, até porque não é bem o propósito de eu estar escrevendo. Aliás, talvez eu tenha me perdido. Na verdade, essa é uma história bem típica, em meio a tantos relacionamentos fracassados que existem por aí. A gente sempre comenta, que o fato de ela nunca ter namorado, talvez seja um ponto positivo pra futuros enlaços, por uma maturidade que ela ganhou da não dependência de outra pessoa, diferente do que acontece com muita gente que passa tanto tempo com alguém, e acaba se tornando totalmente dependente do outro, principalmente emocionalmente. E quando se separa fica sem chão e sem saber o que fazer, isso quando consegue dar um basta, depois de eternidades sem conseguir imaginar a vida sem o outro.
Bom, como eu havia falado, ela foi bem criticada, e a irmã dela, foi uma das que soltou o verbo, falando que aquilo tudo era uma loucura, e coisas do tipo. Hoje, em dia, essa irmã passa por uma situação semelhante àquela, só que com o ex namorado. Sabe aquela coisa de fim de namoro mal resolvido? Pois é... Acaba e fica naquela de flash back. Foi comentando sobre tudo isso, que minha amiga e eu percebemos que ainda hoje, numa época onde as pessoas se julgam tão independentes, ainda existe quem mantém relacionamentos por conveniência, ou comodidade, ou medo, ou sei lá o quê... e acaba sendo infeliz. A vida vira uma bagunça.
Tem muita gente que vive pela metade, mas vive assim porque quer. Por que estar com alguém que já não te faz se sentir bem, a vontade, feliz...? Daí vc fica preso à ele, que não te acrescenta mais nada. E eu me refiro a estar preso por sentimentos que na realidade já não existem, ou que, muitas vezes, nunca existiram.

Fofocas sobre a irmã dos outros à parte, eu queria dizer que essas coisas de "amores", "paixões", "ilusões", "decepções" etc, etc... Sempre vão existir, e todo mundo (com exceção daqueles que se fecham em seus próprios mundos, talvez) vai passar por isso. E a cada vez que o coração começar a bater mais forte, os conceitos e opiniões que sempre foram debatidos em rodas de amigos, geralmente baseados em vivências alheias, nem sempre serão mais fortes do que aquilo que estará prestes a acontecer. Daí que muitos pagam com a língua, aquilo que antes, vendo de fora, foi tão fácil de se julgar. Pré julgamentos e certas teorias podem fazer sentido quando não se põem à prova, mas quando a vida resolve brincar de testar vc, a história muda... Certos sentimentos, fazem de nós pessoas imprevisíveis. Afinal de contas, somos tão vulneráveis, que nem os ditos tão experientes gurus do amor, cheios de calos das tantas quedas, estão livres de certas "roubadas", creio eu. Em particular, prezo pela razão e pelo equilíbrio (que às vezes nos dão a convicção de que não passaremos por certas situações, ou sairemos ilesos delas), mas nem sempre são o que nos fazem manter o pé no chão, sem despertar a loucura que há em cada um nós.